A geração distribuída refere-se à produção de energia elétrica por pequenos sistemas geradores localizados próximos ao ponto de consumo, como residências, comércios ou indústrias. Os sistemas de geração distribuída mais comuns são os fotovoltaicos (energia solar), mas também existem outras tecnologias, como pequenas turbinas eólicas e centrais de biomassa. A principal vantagem da geração distribuída é a possibilidade de reduzir a dependência das grandes concessionárias de energia, proporcionando mais autonomia ao consumidor e permitindo economias significativas na conta de luz.
Os projetos de geração distribuída envolvem uma análise completa do local de instalação, incluindo a orientação solar, o potencial de geração, o dimensionamento dos painéis fotovoltaicos ou das turbinas, e o sistema de conexão à rede elétrica. Uma vez que o sistema de geração estiver em operação, o excedente de energia produzido pode ser injetado na rede, gerando créditos que podem ser utilizados para reduzir ainda mais os custos de energia nos meses subsequentes. Além disso, esses projetos estão sujeitos à regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que define as regras para a conexão à rede e para o uso dos créditos de energia.
Os benefícios ambientais da geração distribuída são evidentes, uma vez que ela promove o uso de fontes renováveis e reduz a emissão de gases de efeito estufa. Para os consumidores, além da economia na conta de luz, há a possibilidade de aumentar a valorização do imóvel, já que as instalações de geração de energia são vistas como um diferencial no mercado imobiliário. Porém, é importante que o projeto de geração distribuída seja bem dimensionado para garantir sua viabilidade técnica e financeira.